Story 8 - Mar 25, 2026 - Brazil

To Do Green: O futuro da logística é mais do que veículos mais limpos

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Transport Clean Energy

By Paula Simões

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Fundadora e CEO, To Do Green

Fundada em 2021, a To Do Green é uma empresa de logística totalmente elétrica que opera serviços integrados de first mile, middle mile, e last mile (primeira milha, milha intermediária e última milha) no Brasil. Atualmente atende 193 cidades, combinando redução de emissões com impacto social. Veja por que assinou o The Climate Pledge.

 

A logística — frequentemente enquadrada como um problema de emissões — é também um problema estrutural e humano. Essa é a lente através da qual a To Do Green foi construída, e foi por essa razão que aderir ao The Climate Pledge pareceu menos um novo compromisso e mais uma declaração pública do que seguimos desde o primeiro dia.

Nascida de um momento de clareza

A To Do Green foi fundada no meio da pandemia. Os entregadores foram rotulados como "trabalhadores essenciais", mas muitos foram tratados como se fossem invisíveis. Os motoristas foram expostos à Covid-19 todos os dias, sem infraestrutura adequada, apoio ou reconhecimento proporcional ao risco que estavam correndo.

Aquele momento deixou algo claro para mim: o desafio da logística não era apenas ambiental. Era estrutural. E era humano.

Começamos com o que tínhamos — um único contêiner de transporte como nossa primeira base operacional. A partir daí, fomos provando nosso modelo de negócios no mundo real antes de escalá-lo. Essa mesma convicção guiou cada decisão desde então: a logística pode ser eficiente para as empresas e uma experiência digna para quem está na operação

Liderança que entende a operação desde a base: Paula Simões trabalhou ela mesma como motorista de entregas. Crédito da foto: Karime Xavier.

 

Estive envolvida desde o início, atuando como líder de estação, trabalhando lado a lado com nossa equipe de operações e, quando necessário, atuando como entregadora para manter o serviço funcionando. A ideia de que a liderança deve entender as operações desde a base moldou nossa cultura. Chamamos nossos motoristas de "Greens" porque não os vemos como um custo operacional. Os motoristas são centrais para nosso propósito.

Provando o que é possível, — em escala

O Brasil não é um pequeno mercado de teste. É um país de tamanho continental com longas distâncias, rotas complexas e infraestrutura desigual. Escalar a eletrificação aqui não é um exercício teórico, — é um desafio operacional diário.

Um de nossos pontos de prova mais emblemáticos é o projeto EXPT — exchange points — que expandiu o serviço para o Litoral Norte de São Paulo. Por meio de planejamento cuidadoso e execução disciplinada, estendemos o raio de serviço para veículos elétricos de 30 km para 80 km aproxidamente — atravessando a Serra do Mar, uma íngreme cordilheira costeira que influenciou as decisões logísticas no Brasil por séculos.

Hoje, a To Do Green opera 30 estações atendendo mais de 193 cidades em todo o Brasil. Nossa frota totalmente elétrica inclui 251 vans elétricas, 286 motocicletas elétricas e 4 caminhões elétricos, — cobrindo operações de first, middle e last mile. Desde nossa fundação, crescemos de um único contêiner para uma rede que demonstra, todos os dias, que uma operação logística totalmente elétrica pode ser economicamente viável em escala.

“E a logística elétrica é absolutamente possível,— se você tratá-la como um sistema operacional, não uma alegação de marketing. Os detalhes importam. O planejamento importa. Acertar é o que torna a eletrificação real.”

Paula Simões

Fundadora e CEO, To Do Green

A To Do Green tem como meta que 70% de suas estações de entrega operem com energia renovável, com instalações de painéis solares já em andamento. Crédito da foto: Karime Xavier.

Por que o The Climate Pledge

Aderir ao The Climate Pledge não é uma mudança de direção para a To Do Green. É a formalização pública de um compromisso já incorporado em nosso modelo de negócios.

Acreditamos que crescimento econômico e descarbonização não são opostos. Sabemos que a logística rodoviária é um dos maiores impulsionadores globais de emissões, — e que a transformação deve acontecer onde o impacto é maior. E acreditamos que as pessoas na ponta da operação merecem fazer parte da solução, não serem deixadas para trás por ela.

O Climate Pledge fortalece nossa responsabilidade de quatro maneiras concretas: Nos fornece governança climática estruturada, metas públicas e um roteiro claro, transparência através da contabilização de emissões, e integração mais profunda da sustentabilidade em nossa estratégia e finanças. Essa estrutura nos impulsiona ainda mais — e nos mantém em um padrão que corresponde à nossa ambição.

A frota totalmente elétrica da To Do Green inclui 251 vans elétricas atendendo mais de 193 cidades em todo o Brasil. Crédito da foto: Karime Xavier.

O que estamos construindo a seguir

Estamos avançando em três frentes simultaneamente:

  • Primeiro, contabilização de emissões e governança. Estamos estruturando nosso inventário para alinhar com os padrões GRI, construindo os processos e governança necessários para trazer total transparência à medida que escalamos.
  • Segundo, priorizando energia renovável em nossas bases. Começamos a instalar usinas solares em nossos armazéns, e estamos visando 70% de nossas bases operando com energia renovável até o final do ano.
  • Terceiro, escalando a eletrificação onde o impacto é maior. A maior oportunidade de emissões na logística não está apenas na última milha, — está também ao longo dos corredores rodoviários e da milha intermediária. É aí que estamos focando nosso próximo ciclo de expansão.

A sustentabilidade na To Do Green é tripla: ambiental, econômica e social. Nosso compromisso social começa na liderança, onde 50% de nossas posições de liderança são ocupadas por mulheres. Em nossas operações, as mulheres atualmente representam 31% de nossa força de trabalho e nosso objetivo é alcançar 50% — bem acima da média do setor de logística brasileiro que hoje é de 17% e um reflexo de nosso compromisso com a equidade de gênero. Vemos isso tanto como uma prioridade moral quanto como uma vantagem competitiva equipes diversas melhoram a segurança, qualidade de execução e resiliência a longo prazo.

O futuro da logística

O futuro da logística não é apenas elétrico. É estruturado. Governado. Mensurável. Replicável.

Ao aderir ao The Climate Pledge, a To Do Green está tornando público o que já orienta nossas decisões estratégicas: escalar enquanto reduzimos emissões reais e sem perder a dimensão humana da operação—porque a transição para uma economia de baixo carbono só será durável se também for equitativa.

Temos orgulho de estar ao lado das empresas nesta coalizão. E estamos prontos paracolocar a mão na massa.

A To Do Green aderiu ao The Climate Pledge em 12 de setembro de 2024.

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